Prefeitura de São Paulo credencia aplicativo “Eu Vô”,  conhecido como “Uber para Idosos”


Startup diz que motoristas são treinados e podem acompanhar os passageiros nas atividades. – Foto Divulgação: Clique para Ampliar

Ferramenta também é voltada para pessoas com deficiência

ADAMO BAZANI

A prefeitura de São Paulo  aprovou o credenciamento das operações do aplicativo de transporte individual “Eu Vô” na cidade.

As solicitações das corridas são semelhantes às de outras ferramentas, como 99, Uber e Cabify, mas os serviços são voltados para atender idosos, pessoas com deficiência ou em outras condições de mobilidade reduzida.

A autorização foi publicada nesta terça-feira, 27 de agosto de 2019, com deferimento do secretário de Mobilidade e Transportes Edson Caram.

De acordo com o portal da startup, os passageiros são cadastrados e classificados de acordo com suas necessidades e limitações para o envio dos veículos mais adequados.

Os motoristas recebem um treinamento especial para atender aos idosos e às pessoas com deficiência.

Ainda de acordo com o portal, é possível os familiares comprarem pacotes mensais com créditos de viagens para facilitar as chamadas pelos idosos e demais passageiros.

Victória Barboza, uma das fundadoras do aplicativo, conversou com o Diário do Transporte sobre o funcionamento do aplicativo.

Ela contou também que uma das preferências é contratar motoristas com 50 anos ou mais, para também ajudar pessoas com essa faixa etária que têm dificuldade de conseguir um novo emprego.

Victória ainda garantiu que, dependendo da viagem, os preços são competitivos ao táxis e à categorias mais superiores de aplicativos comuns, como “Uber Black”.
Ouça na íntegra:


A startup foi fundada pelos irmãos Gabriel Abdelnur Barboza e Victória Barboza, a partir de uma necessidade pessoal, com pessoas na família tendo limitações de locomoção por causa de problemas relacionados à saúde.

Os serviços surgiram na cidade de São Carlos, no interior de São Paulo, onde a família mora.

Além de transportar o passageiro, o motorista pode acompanhá-lo na atividade que vai ser desenvolvida, como fisioterapia, por exemplo.

As viagens podem ser agendadas ou mesmo pedidas instantaneamente.

Adamo Bazani, jornalista especializado em transportes

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