Motorista de Uber se recusa a levar passageira transexual e é expulso

Um motorista do aplicativo Uber se recusou a levar Darllen, uma transexual de 28 anos e foi expulso da plataforma. A vítima e uma amiga publicaram prints da conversa entra  nas redes sociais e os posts viralizaram. O caso aconteceu na última segunda-feira, 9, no Rio de Janeiro.

Crédito: Reprodução/tWITTERMotorista de Uber se recusa a levar passageira transexual e é expulso

“Eu tinha chamado o Uber e ele demorou para chegar. Quando chegou, passou por mim. Percebeu que era uma trans, parou bem mais à frente e ligou o pisca-alerta. Aí eu falei com ele [pelo aplicativo] que estava mais na frente esperando. Ele perguntou se eu era travesti e disse que não ia me buscar depois que confirmei”, contou Darllen.

A Uber, depois de tomar ciência do ocorrido, entrou em contato com Darllen e se manifestou nas redes sociais, no post da amiga da vítima.

“Lamentamos muito a experiência de discriminação que a Darllen enfrentou. Assim que tomamos conhecimento da denúncia, bloqueamos o motorista do nosso aplicativo”.

Após a repercussão, e os mais de 19 mil compartilhamentos, surgiu no Twitter uma imagem exibindo a conversa de Darllen e o motorista da Uber e a associando com um caso onde passageiras destruíram um carro.

“Tô um pouco chocada que tem gente que tá usando os prints que tirei do caso que expus essa semana do Uber que não parou pra uma mana trans a um outro caso de outras trans destruindo o carro de um homem (que não se sabe a história real por trás), tudo pra conseguirem viralizar…”, declarou a amiga de Darllen sobre o caso.

Como fazer para não praticar transfobia e respeitar a identidade trans

Após perceber-se com um gênero diferente do que lhe foi atribuído ao nascer, uma pessoa transgênero passa a enfrentar uma verdadeira luta para viver sua identidade. Especialmente no Brasil, onde casos de transfobia são recorde mundial.

Nos últimos oito anos, o Brasil matou ao menos 868 travestis e transexuais. Esses números nos deixa no topo do ranking dos países com mais registros de homicídios de pessoas transgêneras.

Apesar de assustador, os dados publicados pela ONG Transgender Europe (TGEu) não são uma novidade para essa parcela invisibilizada pela sociedade. Isso porque é sabido que o tempo médio de vida de uma pessoa trans no Brasil é de 35 anos contra os 75 anos da população em geral, de acordo com o cruzamento de informações dos Dados da União Nacional LGBT e do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Transfobia se combate com informação! Apesar de ter o dobro de tempo na Terra, a sociedade brasileira parece não ter tido tempo para se informar sobre identidade de gênero corretamente e continua a perpetuar tratamentos transfóbicos. Para mais informações, clique aqui .

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