Amazon pagará US$ 500 milhões em bônus à trabalhadores mais expostos a COVID-19

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A Amazon anunciou nesta segunda-feira (29) que desembolsará US$ 500 milhões em bônus para seus funcionários e parceiros que trabalham na linha de frente da empresa. Ou seja, colaboradores que atuam em seus centros de distribuição e nas entregas de produtos e que, portanto, estão mais expostos ao risco de contrair a COVID-19.

Ainda de acordo com a gigante do e-commerce, colaboradores que trabalharam pela empresa até junho deste ano receberão bônus, cujos valores variam entre US$150 e US$ 3.000. Em um post no blog oficial da empresa, Dave Clark, vice-presidente sênior de operações da Amazon divulgou como será dividida a premiação:

  • US$ 500 para funcionários que trabalham em período integral na Amazon, funcionários do Whole Foods Market e motoristas de parceiros de serviços de entrega;
  • US$ 250 para funcionários que trabalham durante em meio período na Amazon, bem como para funcionários do Whole Foods Market e motoristas de parceiros de serviços de entrega;
  • US$ 1.000 para todos os líderes da linha de frente Amazon e Whole Foods Market;
  • US$ 3.000 para os proprietários de serviços parceiros de entrega;
  • US$ 150 para cada motorista da categoria Amazon Flex, com mais de 10 horas em junho.

Escrutínio e críticas

Ainda que venha registrando lucros recordes por causa da pandemia, a Amazon também vem enfrentando intenso escrutínio e críticas por parte de politicos e sindicalistas nos EUA. A empresa vem sendo questionada se está fazendo o suficiente para proteger seus colaboradores do coronavírus. No início desta segunda-feira, trabalhadores de seis centros de distribuição da companhia na Alemanha decidiram entrar em greve, depois que alguns funcionários testaram positivo para a COVID-19.

Segundo a Amazon, mais de 150 processos foram atualizados para proteger os funcionários, e a empresa está gastando mais de US $ 800 milhões no primeiro semestre de 2020 em medidas de segurança contra a COVID-19. Os trabalhadores diagnosticados com o vírus também estão recebendo uma folga adicional remunerada.

No entanto, isso não parece o suficiente. Trabalhadores da companhia, sindicatos e autoridades eleitas disseram que a empresa colocou em risco a saúde dos colaboradores, ao manter quase todos os seus armazéns operacionais durante a pandemia. Pelo menos 800 deles, nos EUA, deram positivo para a COVID-19, que é altamente contagiosa.

Além disso, Tim Bray, um engenheiro e vice-presidente da Amazon, anunciou em seu blog que pediu demissão da empresa, em protesto contra a dispensa de funcionários que denunciaram o medo de contrair a COVID-19 nos centros de distruibuição da gigante do e-commerce.

Funcionário da Amazon em centro de distribuição da empresa: bônus de até US$ 3 mil

Entre as medidas adotadas pela empresa para combater a propagação do coronavírus em suas instalações, estão a utilização de câmeras térmicas em seus armazéns, para fazer a triagem de trabalhadores que apresentem quadros de febre. A companhia também construiu um laboratório que será capaz de testar seus colaboradores para checar se eles estão contaminados com o coronavírus. A Amazon ainda aumentou a limpeza, adicionou medidas de distanciamento social e ofereceu máscaras faciais.

Além disso, no final de maio, a empresa afirmou planejava oferecer empregos permanentes para cerca de 70% da força de trabalho temporária que atua nos EUA. O objetivo é atender a demanda do consumidor, que aumentou consideravelmente durante a pandemia. A empresa disse que tinha 840.400 funcionários em período integral e parcial no final do último trimestre, enquanto ainda estava em processo de contratação.

Já neste mês, a gigante do e-commerce começou a informar 125 mil funcionários que trabalham nos centros de distribuição da empresa, de que eles serão contratados a longo prazo. Outros 50 mil trabalhadores restantes que estão sob o regime temporário terão contratos sazonais que durarão 11 meses, segundo um representante da companhia.

A decisão de absorver esses colaboradores de forma permanente é um indicativo que as vendas da companhia estão de vento em polpa, impulsionada pela quarentena forçada da COVID-19. E isso não vende afetar o ritmo da empresa, mesmo quando as lojas físicas reabrirem as portas.

Armazém da Amazon: empresa passa por escrutínio de sindicatos e políticos dos EUA

As contrataçõem em massa da Amazon começaram em março, quando anunciou que absorveria os trabalhadores demitidos de restaurantes e outros estabelecimentos afetados pela pandemia. Em um post no blog oficial da empresa, a varejista online prometia estabilidade trabalhista “até que as coisas voltassem ao normal e seu antigo empregador pudesse trazer as pessoas de volta”.

A empresa não divulgou quanto estará para transformar as posições temporárias em permanentes e se esse custo seria adicional aos US $ 4 bilhões previstos para despesas relacionadas ao coronavírus. Mas o fato é que as funções permanentes trazem benefícios que os trabalhadores sazonais mais precisam, como planos de saúde e planos de aposentadoria, ambos oferecidos pela Amazon.

Fonte: Amazon  

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